Eu mato como se risca um fósforo
Como se acende uma vela
Eu apago
O brilho dos olhos
Daquele a quem se destina
Minha bala
O cão ladra alto
A retumbar o tambor
Quando ecoa o estampido
O que soa ao meu ouvido
É sinfonia
E o que arrasta o gatilho
Traz imbuído
O mesmo fervor
Dos dedos trêmulos de uma beata
Que desfia o rosário
No singelo horário
Da ave-maria
. . .
Eu mato
Como quem reza uma prece
Eu mato
Como quem escreve um idílio
Quando a terra esmaece
No fim do dia!
Alex Assunção Lamounier
21 de setembro de 2011, 03:07 horas, Londrina-PR