Afeito à solidão
Certo tom de melancolia
Me é constante no olhar
Silente, me empenho em buscar
Os acordes pra melodia
Que me palpita o coração
Essa ansiada canção
Em sustenidos de nostalgia
Ainda haverei de cantar
Um dia, se um dia encontrar
As notas tristeza e alegria
No braço do meu violão
Nas linhas da palma da mão
Não guardo qualquer profecia
Eu me fio é no meu caminhar
Não há quem me possa ditar
Regras que eu não quebraria
Ou leis que me prendam ao chão
Trago comigo a impressão
Que a estrela que me guia
Não me permite quedar
Inquieta em seu faiscar
Me conduz a seguir pela via
Onde ecoa, à frente, o trovão
Afeito à solidão
Companheiro da melancolia
À minha maneira de olhar
Permeia, insistente, um imaginar
Que, por vezes, a uma frase vazia
Atribui o peso de uma oração
Alex Assunção Lamounier
26 de março de 2012, 19:21 horas
São Paulo-SP/Guarulhos-SP