quinta-feira, 26 de abril de 2012

Na Palma da Mão

Cavaleiro andante
De armas escuras
Só há de me derrotar
A irresistível doçura
Dos lábios dela

Marinheiro constante
De águas turvas
Só me permito ancorar
Na terra segura
Dos olhos dela

Cigano errante
De alma obscura
Só hei de descansar
Envolto na alvura
Do corpo dela

Destruo moinhos
Navego sozinho
E não temo o azar
– Desafio a morte!
Pois conheço o caminho
Que me faz voltar
Para junto dela

Aquela
A quem minha sorte
Confiei em guardar
Sem hesitação
De quem também trago
O nome guardado
Tão bem protegido
Nas linhas escrito
Da palma da mão

Alex Assunção Lamounier
26 de abril de 2012, 22:25 horas
Guarulhos-SP

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