É claro que ainda lembro
Nem precisa entrar dezembro
O dia em que te perdi
Essa saudade que não passa
Depois daquela desgraça
Foram poucas vezes em que sorri
Dói no peito de verdade
Não tem jeito essa saudade
A falta que você me faz
Muita cor perdeu seu brilho
Muita dor é a do filho
Que acabou perdendo o pai
Seu sorriso na lembrança
Minhas “birras” de criança
Já ao longe vão, eu sei
Os seus traços no meu rosto
E o arrependimento dos desgostos
Que um dia eu lhe dei
As músicas que escutava
As lições que me ensinava
Ainda trago comigo
O seu colo, seu carinho
E as piadas, Papaizinho,
O seu jeito tão amigo
Hoje sou um homem feito
Mas me negaram o direito
De poder, então, lhe contar
Da minha vida, dos meus dias
Perguntar-lhe o que faria
Se estivesse no meu lugar
Hoje, Papai, sou estrada
Vento, poeira, madrugada
Caminho torto a pisar certo
Mas fazem falta tuas censuras
E o teu apoio nas venturas
Como te queria perto!
Não se zangue se hoje choro
Nas lágrimas não me demoro
Mas de você nunca me esqueço
Amanhã hei de sorrir
E sempre firme hei de seguir
Te prometo, Papai, eu prometo
Alex Assunção Lamounier
31 de maio de 2012, 03:49 horas
São Paulo-SP
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