Se me dizem não eu bato o pé
E vou mostrar como é que é
O caminho vou mantendo aberto
Por que pra mim é tudo assim
Só faço o que eu tiver afim
Ou o que mais eu julgar certo
Rebelde ou contraventor
Suas impressões não me têm valor
Nunca me definirão eu sei
Porque assim eu fui batizado
Um nome que o significado
Quer dizer Fora da Lei
Garanto posso apostar
Não há quem possa me curvar
Eu sou de fato um cara altivo
Com a sorte sempre conto
Minha coragem e então pronto
Eu desafio o impossível
Astucioso e jogador
Encaro o que preciso for
E assim sempre prosseguirei
É que o meu pai aceitou
Tão logo assim que escutou
Meu nome Fora da Lei
Se é proibido mais me agrada
Eu não aceito em minha estrada
Ninguém vir impor barreiras
Se dizem não eu grito sim
Suas convenções não são pra mim
Além de meras brincadeiras
Desobediente e lutador
Se lhe causo dissabor
Saiba jamais me importarei
A minha mãe quem quis assim
Me dar um nome que em latim
Quer dizer Fora da Lei
Eu não respeito autoridade
Limite de velocidade
E piso aonde eu quiser
Minha conduta é o meu nome
Não me rendo à mão de um homem
Só a carinhos de mulher
Inconformado e sedutor
Vivo em busca do ardor
Fogo onde a sede matarei
Foi minha avó quem escolheu
Chamar assim um neto seu
Por um nome Fora da Lei
Não venha com dogmas de fé
Ou dizer-me simplesmente até
Que a vida é desse ou daquele jeito
É que na verdade sou mesmo assim
Só ouço quando estou afim
Ou a quem eu deva respeito
Rebelde e contraventor
Portanto não queira me impor
Regras desobedecerei
Então vivendo assim eu sigo
A quebrar regras meu amigo
Meu nome é Fora da Lei
Alex Assunção Lamounier
29 de setembro de 2012, 00:23 horas
São Paulo-SP
Com o Olhar em Sépia
terça-feira, 1 de janeiro de 2013
sexta-feira, 3 de agosto de 2012
Estação Bresser/Mooca - pouco mais que dez pras sete
Ladeira de trilhos
O trem se empenha
Entre muros de prédios
Manhã de estribilhos
Murmúrios e tédio
Cidade desperta
Da noite já nua
Uma leve friagem
A chaminé e a lua
Compõem paisagem
Urbana miragem
Que aos olhos desenha
Poesia concreta
Alex Assunção Lamounier
03 de agosto de 2012, 07:37 horas
São Paulo-SP
quinta-feira, 31 de maio de 2012
Para o Meu Pai
É claro que ainda lembro
Nem precisa entrar dezembro
O dia em que te perdi
Essa saudade que não passa
Depois daquela desgraça
Foram poucas vezes em que sorri
Dói no peito de verdade
Não tem jeito essa saudade
A falta que você me faz
Muita cor perdeu seu brilho
Muita dor é a do filho
Que acabou perdendo o pai
Seu sorriso na lembrança
Minhas “birras” de criança
Já ao longe vão, eu sei
Os seus traços no meu rosto
E o arrependimento dos desgostos
Que um dia eu lhe dei
As músicas que escutava
As lições que me ensinava
Ainda trago comigo
O seu colo, seu carinho
E as piadas, Papaizinho,
O seu jeito tão amigo
Hoje sou um homem feito
Mas me negaram o direito
De poder, então, lhe contar
Da minha vida, dos meus dias
Perguntar-lhe o que faria
Se estivesse no meu lugar
Hoje, Papai, sou estrada
Vento, poeira, madrugada
Caminho torto a pisar certo
Mas fazem falta tuas censuras
E o teu apoio nas venturas
Como te queria perto!
Não se zangue se hoje choro
Nas lágrimas não me demoro
Mas de você nunca me esqueço
Amanhã hei de sorrir
E sempre firme hei de seguir
Te prometo, Papai, eu prometo
Alex Assunção Lamounier
31 de maio de 2012, 03:49 horas
São Paulo-SP
Nem precisa entrar dezembro
O dia em que te perdi
Essa saudade que não passa
Depois daquela desgraça
Foram poucas vezes em que sorri
Dói no peito de verdade
Não tem jeito essa saudade
A falta que você me faz
Muita cor perdeu seu brilho
Muita dor é a do filho
Que acabou perdendo o pai
Seu sorriso na lembrança
Minhas “birras” de criança
Já ao longe vão, eu sei
Os seus traços no meu rosto
E o arrependimento dos desgostos
Que um dia eu lhe dei
As músicas que escutava
As lições que me ensinava
Ainda trago comigo
O seu colo, seu carinho
E as piadas, Papaizinho,
O seu jeito tão amigo
Hoje sou um homem feito
Mas me negaram o direito
De poder, então, lhe contar
Da minha vida, dos meus dias
Perguntar-lhe o que faria
Se estivesse no meu lugar
Hoje, Papai, sou estrada
Vento, poeira, madrugada
Caminho torto a pisar certo
Mas fazem falta tuas censuras
E o teu apoio nas venturas
Como te queria perto!
Não se zangue se hoje choro
Nas lágrimas não me demoro
Mas de você nunca me esqueço
Amanhã hei de sorrir
E sempre firme hei de seguir
Te prometo, Papai, eu prometo
Alex Assunção Lamounier
31 de maio de 2012, 03:49 horas
São Paulo-SP
Deixe Sua Timidez Para Quando Não Estiver Comigo
Me olhe nos olhos
Olhar cor de mel
Doce, doce como seu sorriso
Mas me olhe nos olhos!
Deixe sua timidez
Para quando não estiver comigo
Me beije na boca
E me leve pro céu
Assim, assim como preciso
Mas me beije na boca!
Não é toda vez
Que posso estar contigo
Me abrace bem forte
Porque eu sou teu
Tanto, tanto, Florzinha do Lírio
Mas me abrace bem forte!
E no calor de sua tez
Me garanta abrigo
Me dê as cores que preciso
Pra andar
No mundo escuro em tons de cinza
Em que estou
Não pare nunca de brilhar
Pra mim assim
Teus olhos sempre tão repletos
De amor
Se entregue pra mim
E faça com que eu
Perca, perca o juízo
Mas se entregue pra mim!
Não é insensatez
O que lhe sussurro ao ouvido
Me queime em você
Me faça arder
Leve, me leve ao paraíso
Mas me queime em você!
E nua de timidez
Faça o que quiser comigo
Alex Assunção Lamounier
28 de maio de 2012, 21:07 horas
Guarulhos-SP
Olhar cor de mel
Doce, doce como seu sorriso
Mas me olhe nos olhos!
Deixe sua timidez
Para quando não estiver comigo
Me beije na boca
E me leve pro céu
Assim, assim como preciso
Mas me beije na boca!
Não é toda vez
Que posso estar contigo
Me abrace bem forte
Porque eu sou teu
Tanto, tanto, Florzinha do Lírio
Mas me abrace bem forte!
E no calor de sua tez
Me garanta abrigo
Me dê as cores que preciso
Pra andar
No mundo escuro em tons de cinza
Em que estou
Não pare nunca de brilhar
Pra mim assim
Teus olhos sempre tão repletos
De amor
Se entregue pra mim
E faça com que eu
Perca, perca o juízo
Mas se entregue pra mim!
Não é insensatez
O que lhe sussurro ao ouvido
Me queime em você
Me faça arder
Leve, me leve ao paraíso
Mas me queime em você!
E nua de timidez
Faça o que quiser comigo
Alex Assunção Lamounier
28 de maio de 2012, 21:07 horas
Guarulhos-SP
quinta-feira, 26 de abril de 2012
Na Palma da Mão
Cavaleiro andante
De armas escuras
Só há de me derrotar
A irresistível doçura
Dos lábios dela
Marinheiro constante
De águas turvas
Só me permito ancorar
Na terra segura
Dos olhos dela
Cigano errante
De alma obscura
Só hei de descansar
Envolto na alvura
Do corpo dela
Destruo moinhos
Navego sozinho
E não temo o azar
– Desafio a morte!
Pois conheço o caminho
Que me faz voltar
Para junto dela
Aquela
A quem minha sorte
Confiei em guardar
Sem hesitação
De quem também trago
O nome guardado
Tão bem protegido
Nas linhas escrito
Da palma da mão
Alex Assunção Lamounier
26 de abril de 2012, 22:25 horas
Guarulhos-SP
De armas escuras
Só há de me derrotar
A irresistível doçura
Dos lábios dela
Marinheiro constante
De águas turvas
Só me permito ancorar
Na terra segura
Dos olhos dela
Cigano errante
De alma obscura
Só hei de descansar
Envolto na alvura
Do corpo dela
Destruo moinhos
Navego sozinho
E não temo o azar
– Desafio a morte!
Pois conheço o caminho
Que me faz voltar
Para junto dela
Aquela
A quem minha sorte
Confiei em guardar
Sem hesitação
De quem também trago
O nome guardado
Tão bem protegido
Nas linhas escrito
Da palma da mão
Alex Assunção Lamounier
26 de abril de 2012, 22:25 horas
Guarulhos-SP
segunda-feira, 26 de março de 2012
Afeito à Solidão
Afeito à solidão
Certo tom de melancolia
Me é constante no olhar
Silente, me empenho em buscar
Os acordes pra melodia
Que me palpita o coração
Essa ansiada canção
Em sustenidos de nostalgia
Ainda haverei de cantar
Um dia, se um dia encontrar
As notas tristeza e alegria
No braço do meu violão
Nas linhas da palma da mão
Não guardo qualquer profecia
Eu me fio é no meu caminhar
Não há quem me possa ditar
Regras que eu não quebraria
Ou leis que me prendam ao chão
Trago comigo a impressão
Que a estrela que me guia
Não me permite quedar
Inquieta em seu faiscar
Me conduz a seguir pela via
Onde ecoa, à frente, o trovão
Afeito à solidão
Companheiro da melancolia
À minha maneira de olhar
Permeia, insistente, um imaginar
Que, por vezes, a uma frase vazia
Atribui o peso de uma oração
Alex Assunção Lamounier
26 de março de 2012, 19:21 horas
São Paulo-SP/Guarulhos-SP
Certo tom de melancolia
Me é constante no olhar
Silente, me empenho em buscar
Os acordes pra melodia
Que me palpita o coração
Essa ansiada canção
Em sustenidos de nostalgia
Ainda haverei de cantar
Um dia, se um dia encontrar
As notas tristeza e alegria
No braço do meu violão
Nas linhas da palma da mão
Não guardo qualquer profecia
Eu me fio é no meu caminhar
Não há quem me possa ditar
Regras que eu não quebraria
Ou leis que me prendam ao chão
Trago comigo a impressão
Que a estrela que me guia
Não me permite quedar
Inquieta em seu faiscar
Me conduz a seguir pela via
Onde ecoa, à frente, o trovão
Afeito à solidão
Companheiro da melancolia
À minha maneira de olhar
Permeia, insistente, um imaginar
Que, por vezes, a uma frase vazia
Atribui o peso de uma oração
Alex Assunção Lamounier
26 de março de 2012, 19:21 horas
São Paulo-SP/Guarulhos-SP
segunda-feira, 7 de novembro de 2011
Os Meus Sentidos e o Corpo Dela
Com calma e atenção
Me quedo a ler o corpo dela
Meticuloso – não há pressa!
Valho-me
De todos os sentidos
O olhar observa os olhos dela
E cada contração da sua face
Na penumbra desvenda toda sua beleza
E no relevo de seu corpo pálido
– Montes, vales e planícies –
Nada me surpreende
Já que o ainda não vislumbrado
Era, por meio do visto, imaginado
Paisagem que se conhece sem ter, de fato, estado lá
Com o olfato lhe absorvo
E sua paisagem me fica mais forte na memória
Ao quadro soma-se o aroma dela
Elemento mais marcante da lembrança
Pela qual ainda haverei de me quedar em nostalgia
Provo também seu gosto lentamente
Deslizando meus lábios no corpo dela
– Coxas e barriga, seios e pescoço
E sua língua e os seus lábios –
É tão intensa quando me beija!
Sua boca tão fremente a me sugar
Num desespero que contradiz
Aquele medo que, quando calma,
Ela confessa
E os meus ouvidos permanecem tão atentos
Pois quero ouvir cada suspiro
E todo gemido que meu corpo
Conseguir arrancar do corpo dela
E sobre o tato?
Ah! Não só as mãos
Mas cada parte do meu corpo
A perceber como se mexe
O quanto é quente
Como palpita
Ao meu toque
O corpo dela
Das palavras, somente o necessário
A expressar vontades monossilábicas
Não falo
Eu a leio, a reconheço
Sinto-lhe sem discriminar sentidos
À visão misturam-se olfato, paladar, audição e tato
Observo, sinto o cheiro e o gosto dela
Já sei como é o olhar e os sons que ela faz quando se entrega
Enquanto se contorce e se contrai
Junto de mim
Sinto-lhe
E sinto seu toque
Ânsia de dois corpos em ocupar o mesmo espaço
Eu a leio
E o que lhe escrevo é um poema
Singelo e sensual
Escrito assim
Nas entrelinhas
Do corpo dela
Alex Assunção Lamounier, 25 de outubro de 2011, 02:30 horas
Londrina-PR
Me quedo a ler o corpo dela
Meticuloso – não há pressa!
Valho-me
De todos os sentidos
O olhar observa os olhos dela
E cada contração da sua face
Na penumbra desvenda toda sua beleza
E no relevo de seu corpo pálido
– Montes, vales e planícies –
Nada me surpreende
Já que o ainda não vislumbrado
Era, por meio do visto, imaginado
Paisagem que se conhece sem ter, de fato, estado lá
Com o olfato lhe absorvo
E sua paisagem me fica mais forte na memória
Ao quadro soma-se o aroma dela
Elemento mais marcante da lembrança
Pela qual ainda haverei de me quedar em nostalgia
Provo também seu gosto lentamente
Deslizando meus lábios no corpo dela
– Coxas e barriga, seios e pescoço
E sua língua e os seus lábios –
É tão intensa quando me beija!
Sua boca tão fremente a me sugar
Num desespero que contradiz
Aquele medo que, quando calma,
Ela confessa
E os meus ouvidos permanecem tão atentos
Pois quero ouvir cada suspiro
E todo gemido que meu corpo
Conseguir arrancar do corpo dela
E sobre o tato?
Ah! Não só as mãos
Mas cada parte do meu corpo
A perceber como se mexe
O quanto é quente
Como palpita
Ao meu toque
O corpo dela
Das palavras, somente o necessário
A expressar vontades monossilábicas
Não falo
Eu a leio, a reconheço
Sinto-lhe sem discriminar sentidos
À visão misturam-se olfato, paladar, audição e tato
Observo, sinto o cheiro e o gosto dela
Já sei como é o olhar e os sons que ela faz quando se entrega
Enquanto se contorce e se contrai
Junto de mim
Sinto-lhe
E sinto seu toque
Ânsia de dois corpos em ocupar o mesmo espaço
Eu a leio
E o que lhe escrevo é um poema
Singelo e sensual
Escrito assim
Nas entrelinhas
Do corpo dela
Alex Assunção Lamounier, 25 de outubro de 2011, 02:30 horas
Londrina-PR
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