“Aqui, sim, no meu cantinho,
Vendo rir o candeeiro,
Gozo o bem de estar sozinho
E esquecer o mundo inteiro”
(Antônio Feliciano de Castilho)
Encontrei um cantinho
Onde me quedo, quietinho,
Qual ave em seu ninho
Não podendo voar.
Arranjei um lugar
Onde fico a pensar,
Olhando o luar
Ou com os olhos em pranto.
E adoro este canto
Onde a noite com o manto,
Qual doce acalanto,
Me faz companhia.
Tal pequena alegria,
Feliz melancolia,
À minh’alma vazia
Preenche e enternece.
Toda a dor se esmaece.
É ouvida minha prece:
O mundo me esquece
E me deixa sozinho.
Alex Assunção Lamounier
13 de março de 2006, 23:55 horas, Londrina-PR
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