terça-feira, 3 de maio de 2011

Sinal


Aberto aos carros,
Fechado pra nós
(Em qualquer sentido),
O sinal nem permite
Olhares cruzados.

Imóveis, estáticos:
Abafa-se a voz,
Sufoca-se um gemido.
E por mais que alguém grite,
Só o silêncio é notado.

Ela acende um cigarro.
Desata-lhe o nó
Na garganta contido?
Tragando está triste?
Ou estarei enganado?

Na esperança me agarro.
E o sinaleiro atroz
Atravesso e maldigo.
No entanto existe
Um irônico fato:

Legando ao passado
Todo vício que insiste
Em acabar comigo,
Desistindo de nós
Larguei o cigarro.

Alex Assunção Lamounier
27 de fevereiro de 2006, 2:01 horas, Londrina-PR

Nenhum comentário:

Postar um comentário