Aberto aos carros,
Fechado pra nós
(Em qualquer sentido),
O sinal nem permite
Olhares cruzados.
Imóveis, estáticos:
Abafa-se a voz,
Sufoca-se um gemido.
E por mais que alguém grite,
Só o silêncio é notado.
Ela acende um cigarro.
Desata-lhe o nó
Na garganta contido?
Tragando está triste?
Ou estarei enganado?
Na esperança me agarro.
E o sinaleiro atroz
Atravesso e maldigo.
No entanto existe
Um irônico fato:
Legando ao passado
Todo vício que insiste
Em acabar comigo,
Desistindo de nós
Larguei o cigarro.
Alex Assunção Lamounier
27 de fevereiro de 2006, 2:01 horas, Londrina-PR
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