Sentado sozinho,
Desfiando mágoas:
Passadas águas
Movendo moinhos
De inquietação.
Rezando baixinho
Rosário inteirinho
De solidão.
Assim permaneço:
Vaga a mente,
O corpo dormente
Paga o preço
De noite insone.
Pensando me esqueço,
Mas ainda pereço:
Recordo meu nome!
Então, sem sentido,
Vadio noctâmbulo
No escuro preâmbulo
Da noite perdido
Me movo.
Sufoco um gemido,
Não choro oprimido,
Mas chovo.
E chove lá fora.
A noite derrama
Em minha cama
As gotas que chora:
Lágrimas densas.
Tarda a aurora,
Mas dormir agora
Já não compensa.
Silente escuto
Ruídos na rua
Que a ausência da Lua
Cobre de luto.
No escuro suponho
Ter fugido abrupto
Deste peito corrupto
Qualquer sonho.
Insone insano
Por noites a fio
Fitando o vazio:
Desejo cigano,
Tortura vã.
Destecem-se os planos,
Cotidianos desenganos
A cada manhã.
Alex Assunção Lamounier
25 de abril de 2007, 15:30 horas
Londrina - PR
Nenhum comentário:
Postar um comentário