Neste lado da cidade
Faço mal ao meu corpo.
Mas me parece tão pouco
Tentar queimar a saudade
Na brasa de um cigarro.
Se eu tivesse à mão algum carro
Cruzaria a madrugada
E em cada curva da estrada
Esgotaria o pesado jarro
Que contem meus pensamentos.
É nestes difíceis momentos
Que se mede a força de um homem:
Quando a mente acordada, insone,
O vitima com tantos tormentos,
Enquanto o corpo permanece cansado.
Os olhos vazios, mas obstinados,
À rua observam sem nada olhar;
A alma inquieta reflete o penar
De um coração desatinado
Que anseia, mas já não deseja.
A mente cansada dormir não enseja:
À noite é costume manter-se desperta.
Será que do sono pra sempre deserta
De agora em diante condenada esteja?
E paz nunca mais haverá de verdade?
Alex Assunção Lamounier
08 de março de 2007, 2:50 horas, Londrina-PR
Oi, Alex.
ResponderExcluirVim conhecer seu blogue por meio da indicação do Felipe lá no Facebook... e adorei seu espaço!
Seus textos são ótimos e os poemas maravilhosos!
Estou seguindo-te!
Abraço :)