terça-feira, 3 de maio de 2011

Insônia


Neste lado da cidade
Faço mal ao meu corpo.
Mas me parece tão pouco
Tentar queimar a saudade
Na brasa de um cigarro.

Se eu tivesse à mão algum carro
Cruzaria a madrugada
E em cada curva da estrada
Esgotaria o pesado jarro
Que contem meus pensamentos.

É nestes difíceis momentos
Que se mede a força de um homem:
Quando a mente acordada, insone,
O vitima com tantos tormentos,
Enquanto o corpo permanece cansado.

Os olhos vazios, mas obstinados,
À rua observam sem nada olhar;
A alma inquieta reflete o penar
De um coração desatinado
Que anseia, mas já não deseja.

A mente cansada dormir não enseja:
À noite é costume manter-se desperta.
Será que do sono pra sempre deserta
De agora em diante condenada esteja?
E paz nunca mais haverá de verdade?

Alex Assunção Lamounier
08 de março de 2007, 2:50 horas, Londrina-PR

Um comentário:

  1. Oi, Alex.

    Vim conhecer seu blogue por meio da indicação do Felipe lá no Facebook... e adorei seu espaço!

    Seus textos são ótimos e os poemas maravilhosos!

    Estou seguindo-te!

    Abraço :)

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